As tensões entre Índia e Paquistão atingiram um novo ápice após a realização de ataques aéreos indianos em território paquistanês e na região de Caxemira administrada pelo Paquistão.

A ofensiva, denominada “Operação Sindoor”, foi uma retaliação ao atentado ocorrido em 22 de abril na cidade indiana de Pahalgam, que resultou na morte de 26 turistas, em sua maioria hindus.
Detalhes da Operação Sindoor
Na madrugada de 7 de maio, a Força Aérea Indiana lançou uma série de ataques coordenados, atingindo nove locais considerados bases de grupos terroristas como Lashkar-e-Taiba e Jaish-e-Mohammed. As cidades de Bahawalpur, Muridke, Muzaffarabad e Kotli foram alguns dos alvos principais. Segundo o governo indiano, os ataques foram “focados, comedidos e não escalatórios”, visando exclusivamente infraestruturas terroristas. Entretanto, autoridades paquistanesas relataram que os bombardeios atingiram áreas civis, incluindo mesquitas e instituições educacionais, resultando na morte de pelo menos 31 civis e ferindo outros 46. Entre as vítimas estão mulheres e crianças.

Reação do Paquistão
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou veementemente os ataques, classificando-os como “atos de guerra covardes” e prometeu retaliação. O ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que o Paquistão está preparado para a guerra, mas deseja evitar uma escalada do conflito. Em resposta imediata, o Paquistão alegou ter abatido cinco jatos indianos e engajado em trocas de artilharia ao longo da Linha de Controle, resultando em mais vítimas de ambos os lados.
Contexto e Implicações
O ataque em Pahalgam foi reivindicado pela Frente de Resistência, grupo insurgente supostamente apoiado pelo Paquistão, embora Islamabad negue qualquer envolvimento. A Índia, por sua vez, suspendeu sua participação no Tratado de Águas do Indo e expulsou diplomatas paquistaneses, intensificando ainda mais a crise. A comunidade internacional expressou profunda preocupação com a escalada do conflito entre duas potências nucleares. Líderes dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Turquia apelaram por moderação e resolução diplomática, temendo uma possível guerra na região.

Conclusão
A situação entre Índia e Paquistão permanece volátil, com ambos os países mantendo posturas rígidas. A comunidade internacional observa com apreensão, esperando que o diálogo prevaleça sobre a confrontação militar.